Estresse infantil começa dentro de casa
Andréa Rodrigues
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sábado, 23 de outubro de 2010
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Muitas vezes, o adulto não percebe que um comentário dele traz tanto prejuízo à criançaTanto os pais como os professores muito exigentes devem refletir suas atitudes para com os filhos/alunos para não errarem na dose: de acordo com uma pesquisa, a cobrança demasiada dos adultos é o que mais gera estresse nas crianças, mais ainda do que o terrível bullying (prática de violência, humilhação e intimidação física ou psicológica entre os jovens). Segundo o trabalho realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association do Brasil), as críticas excessivas dos adultos, atividades demais na rotina da criança e adolescente e o bullying são, nesta ordem, as três principais causas do estresse mais citadas pelos pupilos.
"Muitas vezes, o adulto não percebe que um comentário dele traz tanto prejuízo à criança. Toda criança precisa de limites, mas a maneira do adulto se expressar e estabelecer esses limites vai ser importantíssima para a formação da autoestima da criança", informa a psicóloga que coordenou a pesquisa, Ana Maria Rossi. "O bullying não é tão comum quanto a convivência com o adulto. Por isso, a maioria das crianças citou as críticas dos pais".
A psicóloga explica que o adulto precisa, antes demais nada, identificar as limitações de cada filho/aluno. "É importante dar à criança desafios compatíveis com a idade. Há pais que pedem para o filho pagar contas na internet e, quando a criança erra, o pai reclama, a chama de burra, de incompetente. Isso é inaceitável", exemplifica Ana Maria.
Quando uma criança não faz o dever de casa de forma correta, ao invés de deixar de castigo, por exemplo, os adultos devem tentar ajudar. "Ao invés de dizer que "está tudo errado", deve se sentar com a criança e ajudá-la a fazer da forma correta. Mostrar que ela pode fazer certo e incentivá-la", enfatiza Ana.
O chefe do setor de Neuropsiquiatria infantil da Santa Casa de Misericórdia e psiquiatra Fábio Barbirato, concorda com Ana. "Os pais são figuras de autoridades e de acolhimento. Se o pai tem voz austera e só cobra, não reforça positivamente a criança. E quanto maior a pressão, maior o risco de a criança ficar estressada, ansiosa e ter depressão".
( via jornal o progresso)
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